A gênese e a institucionalização do Partido Republicano Brasileiro (PRB)

Diogo Ives

Resumo


O artigo analisa a evolução do Partido Republicano Brasileiro (PRB) em seus primeiros doze anos de existência (2005-16) tendo como base teórica o modelo de partidos políticos formulado por Angelo Panebianco. Na intenção de explicar o bom desempenho eleitoral registrado pelo PRB no período, buscou-se avaliar como se deu a sua criação e quais são as perspectivas para o seu processo de institucionalização. A primeira seção repassa os principais conceitos teóricos de Panebianco, que são então utilizados nas seções seguintes para analisar a história do PRB e o perfil dos seus eleitos para o Congresso Nacional. Verificou-se que o PRB teve uma gênese controlada por um centro decisório e marcada pela influência de uma instituição externa a ele, a Igreja Universal do Reino de Deus, à qual vários congressistas eleitos estavam vinculados. Essas características, nos termos de Panebianco, indicam uma institucionalização moderada do partido, dado que possui forte coesão interna com baixa autonomia em relação ao agente criador. Conclui-se que esse quadro organizativo contribui para resultados eleitorais positivos.


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